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sábado, 6 de julho de 2013

Fuga do Campo 14


Eu nunca estive a par do que acontece na Coréia do Norte, só sabia que eles eram alguns malucos que não tinham o que fazer além se enviar falsos avisos de que vai atacar. Esse livro me mostrou o que aconteceu lá nesses anos passados, quando eu não tinha conhecimento que a Coréia do Norte existia, ou seja, quando eu era bem pequeno.

Mas este livro não conta exatamente a história da Coréia do Norte, e sim, a história de Shin In Geun, que futuramente mudaria seu nome para Shin Dong-hyuk, sobre como ele conseguiu fugir de um campo de concentração de trabalhos forçados. Dong-hyuk nasceu dentro do campo 14 e fugiu de lá aos 23 anos.


Escrito por Blaine Harden, depois de longas entrevistas com Dong-hyuk e pesquisas com quem conviveu com ele na Coréia do Sul e nos Estados Unidos. Harden relata as memórias do norte coreano, que vai desde a morte de uma coleguinha de 6 anos na escola, torturas a qual foi submetido, a execução de sua mãe e irmão, a sua fuga para China, sua ida à Coréia do Sul e finalmente o convite para ir aos Estados Unidos. Entre as memórias, Blaine nos conta o que acontecia na Coreia do Norte naquele momento. Kim Il Sung e Kim Jong Il fizeram um bom trabalho para alienar seu povo, fazendo-os acreditar que seu Grande Lider é o bonzinho da história, que a Coréia do Sul e os Estados Unidos são os vilões.

É um bom livro para saber o como funcionam as coisas por lá, chega a ser revoltante.

"Enquanto Hitler atacava seus inimigos, disse, Kim obrigava seu próprio povo a morrer de tanto trabalhar em lugares como o Campo 14."

Shin Dong-hyuk e Blaine Harden



sexta-feira, 29 de março de 2013

Por favor, cuide da mamãe


Park So-nyo, 69 anos, mãe de cinco filhos, desapareceu. Ao chegar a Seul para visitá-los, saindo de sua aldeia com o marido, com quem é casada há mais de 50 anos, ela é deixada para trás em meio à multidão em uma plataforma da estação de metrô. Como fez a vida toda, ele simplesmente supôs que a esposa o seguia. Essa é a última vez em que Park é vista. Começa então a procura, liderada pelos filhos e o marido, que se transforma em uma exploração emocional repleta de remorso e marcada pela triste descoberta de uma mulher que ninguém nunca conheceu. 

Esse livro me fez pensar. Mãe. O que dizer dessa figura? Todos nós, incluindo elas, a conhecemos desde o nascimento como mães. Mas, você já parou para pensar, que, além de mãe, ela também é uma mulher, esposa, uma pessoa cheia de desejos e sonhos. Você já pensou nos sonhos que ela teve, mas decidiu desistir para seguir um outro caminho?

Bom, o livro conta a história de uma mãe que some na estação de metrô de Seul e nunca mais é vista. A partir daí, a família corre contra o tempo para tentar encontra-la, e enquanto isso a autora nos mostra o ponto de vista da filha mais velha, do filho mais velho, do marido, da mãe desaparecida e a conclusão. 
Uma coisa interessante é, eu não sei se foi escrito assim ou se foi algum erro da tradução do coreano para inglês para português, a autora coloca você como o membro da família, toda hora ela escreve: seu irmão lhe pede, seu pai te liga, você não acha isso, você vai a tal lugar e faz tal coisa, e paralelamente, ela nos conta as memórias que cada personagem tinha da mãe, o que explica muita coisa.

O livro foi escrito pela coreana Shin Kyung-Sook, e como eu já vi alguns dramas coreanos, esse segue a mesma linha, um drama triste, aquele que faz você chorar. Afinal, quando um coreano faz um drama, ele faz um bom drama.

Moral do livro: a gente só dá valor depois que perde.